
Por que você não é normal como todo mundo? Por que você não deseja coisas possíveis como todo mundo?
Somos uma pequena porcentagem.
Ovelhas negras em um mundo pintado com cal.
Monstros vistos de longe
Mas um bando de mocinhos na terra dos vilões
Perdidos, procurando por uma casa que não existe.
Por um mundo que nos entenda
Que saiba que nós existimos
Ou que nos esqueça de uma vez
Somos a verdade no meio de toda a mentira.
Somos mais que a futilidade, mais que os desejos tolos e humanos.
Mais do que só procurar pela felicidade eterna...
Viver em um tipo de tristeza desejando a felicidade...
Mas não acreditando nela.
Uma gota de piche nesse mar azul.
Nesse mar salgado.
Somos um bando de rebeldes
Rebeldes com causa
Rebeldes com vontade
Mas muitas vezes sem força
Somos rebeldes apenas com palavras de lamento
Palavras de desespero
Somos o contrário da sociedade
O contrário daquilo que nós vemos no mundo
Muitas vezes não sabemos o porquê
Somos aqueles que andam em busca da vida
Em busca da morte
Sem meio termos
Em busca de uma paz eterna e cerveja barata
E a nossa casa está longe
Não há um telhado de açucar
Não há doçura
Há um porão vazio, um porão onde ficamos trancados pela vida
Sussurrando palavras de angústia
De tristeza
De infelicidade
Palavras que esquecemos quando vemos alguma luz
Ou um rato bagunçando nossos cabelos
No meio da escuridão
Somos uma dor irremediável
Somos gritos mudos
Gritos que reverberam apenas dentro de nós mesmos
Somos o medo, um medo inesgotável
Somos a paixão insaciável
Uma tristeza
Uma agonia infinita
Que simplesmente desaparece quando a esquecemos por um dia
Somos a verdade no mundo da mentira
A verdade da própria verdade
Somos mais do que pessoas que amam vampiros
Vão à cemitérios
Escutam música deprimente e
Cortam os pulsos.
Somos nós, algo diferente nesse mundo
Mas mais do que diferente, especial
Somos uma cultura vista por aqueles do lado de fora como algo anormal
Algo fora dos padrões, algo rebelde.
É a isso que sempre volta, a rebeldia.
Quando na verdade, é só um outro mundo que criamos dentro desse.
Longe da matança e das balas perdidas
Perto de fantoches sem cabeça e caixões estofados.
Por que você tem que desejar tanto?
Por que não pode ser como eles?
Todos eles, esses que estão realmente perdidos
Que não sabem o que querem
Que não sabem para onde vão
Que acham o dia mais lindo que a noite e mesmo assim destroem tudo que vive
Destroem a si mesmos.
Ser diferente no mundo atual
É quase ser divino
É ser mais do que um ser humano perdido
É estar perdido, mas sabendo que existe uma casa em algum lugar.
E por fim...
O meu pastel é mais barato.
The last Words...
Eu fui
Eu lutei
Eu continuei lutando
Lutando pelo que eu desejava
Lutando pelo que eu acreditava
Eu parei de correr
Não há esperança na terras dos inanimados
Nem vivos, nem mortos
Somente, conformados.
Anestesiados, solitários.
Le Fântome dans le Voie se foi.
Simon se foi
Nevermore. But I'm here.
Por que você não é normal?
Por que você não pode ser como todos eles?
Por que não pode ter desejos realizáveis como todo o mundo?
Por que não somos todo o mundo.
Um dia eu tinha que falar sério, certo?
Indo embora aqui.
Deixando Matrix por um bom tempo talvez.
O blog renascerá, One day.
Next to You
Next Year
Vou me, partir para a terra dos pés juntos...
Não, não vou me matar (Maybe Yet)
Vou ser uma trabalhadora estressada e com sono 24 horas por dia.
Mas... Voltaremos.
Adios Amigos chupadores de Sangue (eu disse sangue).
Good Death!
I keep my Promisses.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Despedida/Lucidez
Deixado por Dany às 12:44
Assinar:
Postar comentários (Atom)


4 comentários:
bem danny amei seu blog serio e fodinha! pq parou de escrever? espero ver mas concordo com vc em td q li aki rsrsr bjs
Algo me dizia que isso aconteceria, não sei por quê (será a morte iminente da literatura nascida em quartos escuros?).
Gosto muito das fotos que você encontra, gosto muito de suas sátiras geniais e espontâneas, gosto muito do layout do blog e gosto muito do título para o qual ainda não encontrei nexo.
E, se serve de consolo, sempre que alguém me perguntar o que são os góticos, acho que mandarei o poema que acabo de ler - sinceramente, ele ficou muito bom.
E eu também falei sério hoje (:
Sei que você não morreu, love - vaso ruim não quebra, sabe como é O:
Mas fazia tempo que queria te despachar alguns elogios, e achei boa a ocasião, rs.
Estamos juntas na fossa, meu computador vovô tem saúde fraca argh :*
AAAAAH,
P.S.: temos mães temperamentais e não, não sou a única a comentar no seu blog-birosca, olha o primeiro aí de cima (H)
Postar um comentário