Path I
— Você não é psicopata. Você tem um destino adorável.
— Você está mentindo para mim ou para você mesmo?
— Eu não posso mentir.
— Oh claro, você é um espírito super evoluído de um planeta distante que vem fazer companhia aos meus sonhos.
— Eu sou o que sou.
— Nada enigmático também.
— Pare um segundo com isso.
— Com o quê?
— Com esse ar de psicopata.
— Eu disse que era psicopata.
— Não você não é. Você não pode simplesmente aceitar o destino e seguir em frente?
— Será que eu já não fiz isso por muito tempo Senhor anjo divino.
— Não sou um anjo.
— Eu sei, esse casaco bege está longe de parecer com asas.
— Pare um segundo.
— Pare de ser indulgente.
— Ao que me parece, você precisa de indulgência.
— Estou bem em meu pedestal, muito obrigada, pode me deixar sonhar agora?
— Com o quê? Com o amor que você não sente? Com o amor que acha que poderia ter sentido se ele tivesse ficado aqui?
— Primeiro diz que não sou psicopata e depois diz que não posso amar. Você deve ser um anjo com desvio de atenção.
— Pare de me chamar de anjo.
— Por que não pode me deixar morrer em paz?
— Você poderia parar de pedir isso a mim e a Deus. A vida não é tão ruim.
— O problema não é a vida, é viver.
— Você tem se saído bem.
— Me deixe sonhar.
— Sonhar não vai trazê-lo de volta.
— Por que não para de falar nisso?
— Por que é o que lhe resta.
— Você é o pior hermeticamente ser super evoluído que eu já conheci. Diga algo que faça sentido.
— Se você parasse de implorar a Deus por perdão, por um caminho, por uma saída... Se você parasse de dizer que não era para ser assim... talvez as coisas mudassem.
— Ai sim que eu me sentiria sem coração. Como você mesmo disse, é isso que me resta.
''So, here is the end of me, the end of all forgiveness. Your voice is calling ''I am but a dream'' ....
Good Death




1 comentários:
Momento Martha Medeiros no cemitério ?
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